Diariamente, inúmeros rostos tornam-se invisíveis dentro de um cenário onde o simples fato de nascer torna-se sentencial de morte. O que dizer de uma cultura em que a segregação racial naturalizou-se, tornou-se comum e beira as fronteiras da irracionalidade e da falta de humanismo, quando sair de casa acaba tornando incerto o retorno e o tom da pele é o que decide quem volta pra casa? É o que, tristemente, pode ser visto nas redes sociais e na imprensa brasileira.
Esta é a realidade retratada no vídeo de lançamento da mais nova campanha “Queremos ver os jovens vivos”, da Anistia Internacional.
No Mês da Consciência Negra, instituições e movimentos sociais de todo país se preparam para discutirem as questões que envolvem, diretamente, a realidade da situação de discriminação e segregação racial no Brasil, com a finalidade de fortalecer a luta contra o preconceito racial e a inferioridade da classe na sociedade brasileira.
De acordo com a Anistia, em 2012, 56 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. Destas, 30 mil eram jovens entre 15 e 29 anos, sendo 77% negros. A maioria desses homicídios foi praticado por armas de fogo e menos de 8% chegaram a ser julgados. Apesar dos altos índices de homicídios de jovens negros, o tema é, em geral, tratado com indiferença pela agenda pública nacional.
O debate sobre desigualdade e racismo no Brasil tem se ampliado, tendo em vista que alguns governos e movimentos que lutam contra a segregação racial buscam levar essa reflexão para as redes formadas pela juventude negra, pois são estes os mais afetados pela violência no país e criminalizados pela sociedade.
Fonte: www.adital.com.br


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